O radical livre

A coisa não é para menos. Estamos nos primeiros dias do ano e os rubis estão à espera. É uma longa história. De aiaineses, criptões e uinãos. Não, não queiram ler. Não é sobre Hong Kong, se querem saber. Nem Las Vegas. E daqui não levam nenhum segredo. Ainda se põem para aí aos tirinhos. Mas fica o aviso: Russell não é para meninos!

O número errado

(Português) Um carro a passar, uns travões quaisquer, o grito de um pássaro ou de um animal parecido. Um urso, por exemplo. E o fio da chamada a ficar solto, desta vez sem o silvo habitual. “Estou?”, repeti eu, espaçadamente, várias vezes.

Exército de Kamikazes

(Português) A neve não pára de cair. As nuvens não deixam de passar. Há um céu azul por todo o lado. Ursos brancos a rodopiar. Um ambiente espiritual de último grau. Uma cena de fim de tarde numa terra santa. Não se sabe se é um telefonema ou uma forma de pensar, de ligar à consciência. Que quer dizer a água em flocos, alguém consegue explicar? Um chamamento divino? Ou será apenas a bateria a ficar fraca?

O Rembrandt

A red car parked on the middle of the road. Two men. Doors should be closed after opened. They don’t. Sunshine. A breeze. Still the scent of some distant sea coming from the backseat of that big fat wheeler. All about a dream. Everything to be decided now.

Mulheres tããão violentas

Do you still want the bed? It’s on its way. I made it myself. Wait, I have a new surprise. I’m just waiting for a chance to tell you. Do you let me speak? Or is it not necessary? I can do everything in gestures. It’s funnier. And scream too. Speechless. May I? God, it’s all so breathless!