Correspondência do Sr. Joid #1 [vários remetentes]

Rascunhos, cartas, postais, bilhetes em suportes vários. Cismas electrónicas, também. Foram em catadupa e de muitas origens. Linhas que se intrometeram na vida e que a transformaram, abrindo-lhe novos horizontes. E é assim que o mundo roda. Hoje estamos cá, amanhã já não estamos. Alguém ficará.

Língua portuguesa [versão estendida]

De Lourmarin a Paris são 700 quilómetros e Albert Camus já comprou um bilhete de comboio de Avignon para a capital. Mas o seu editor insiste para que vá com ele na sua coqueluche fabricada em França com um motor americano V8 de 360 cavalos. Com o escritor, a mulher e a filha do célebre Gallimard. Pelo caminho várias paragens em restaurantes com estrelas Michelin. Mas esta não é a história. O que aqui se trata é de um choque frontal, entre duas línguas.

Dois mil e quarenta e oito [com WKW]

Há um ponto no tempo que marca o destino. Um momento preciso. Segundo exacto em que o indivíduo, que até aí vivia o quotidiano reservado na sua lotaria, regressa ao passado. Retorna para remendar as malhas da sua história. Uma por uma até unir de novo o fio condutor que o traz de volta ao ponto de partida. Não há como evitá-lo. É um facto e está à espera de toda a humanidade. Lá mais à frente.

Amanhã submerso

A realidade existia, já tinha sido formada, mas a imagem que lhe correspondia, a verdadeira, só foi escrita na impressão do primeiro encontro. Uma rua, o caminho errado, o regresso. Depois, tudo se apaga. Um mundo novo. A voz, o olhar, os passos. E volta a escrever-se. A imagem que se risca, assim que é vista. Com novos nódulos, novas cores, novas fórmulas. Até chegar a autoridade e tomar conta da ocorrência. Mas foi assim que aconteceu.

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