Velouria

Nunca se começa uma história com a frase “Ia no meu BMW”. Mas isto não é literatura. Não é nada. É apenas uma aversão a uma vida com os fios entrelaçados, quase sempre trocados e sem cor definida. A matéria cinzenta, os remoinhos, as suposições, os choques. De alguém desconcertado. Por isso, é assim que este texto começa. Por aí, em roda livre. Mas não se diz, salta-se para o lado de fora. Para o esquecimento. Com o acorde Che.

Lições de Fotografia I

Isto é tudo teoria, porque na prática é bem diferente. E quando se tem de fotografar uma corrida em que os homens usam animais, em que o que a rodeia é um charco de lama, já se sabe onde vamos parar. Por isso nada de planos.