Cheira a Nirvana

História inspirada no oceanário psíquico de David Bowie. No seu meio-irmão esquizofrénico, Terry Burns, e principalmente na canção The Bewlay Brothers, figura ilusória no espírito do cantor inglês, árdua de decifrar, mas que se pode colar aos antagonismos do irmão e à sua relação mútua. Aos tropeções, encontram-se alguns “cães de diamante”. Não mordam.

Dois mil e quarenta e oito [com WKW]

Há um ponto no tempo que marca o destino. Um momento preciso. Segundo exacto em que o indivíduo, que até aí vivia o quotidiano reservado na sua lotaria, regressa ao passado. Retorna para remendar as malhas da sua história. Uma por uma até unir de novo o fio condutor que o traz de volta ao ponto de partida. Não há como evitá-lo. É um facto e está à espera de toda a humanidade. Lá mais à frente.

Cavalos de ferro

A narrativa cresce à medida do espaço em redor, que espera. Nesse breve trecho cria um impasse onde se transtorna e progride, reformulando o seu ADN; enquanto arranca a pele toda de uma cidade. No próximo vento, há alguém que desaperta as sandálias e se põe a fugir, abandonando a sela da sua herança. E é só isto que podemos observar. Os santos populares.

A minha lista

Faltam pessoas que não falem nem chinês nem português. Que originem na sala de reuniões o bizarro enleio da tradução, mas que vivem em Macau e têm o gosto e a visão do outro lado da montanha.

Para lá do meu rótulo

I was raised by who I always called my grandfather. Even if he was not my relative, he was the one who caught out of some full roaring bike, that was hanged on a tree, with my whole life upside down. That’s where I have started.

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