Os números da taluda

Daqui a uns anos. Talvez cem, talvez mil. Quem sabe mais. O mundo vai dar uma volta. E esta coisa que o habita, com estas máquinas que usa, vai misturar-se numa unidade só, funcionando em parceria e sem mais quebras. Sem mais atrasos. E depois? Depois tudo passa lá para dentro, para o interior, e não é preciso mais nada. Este é um texto premonitório de uma memória que absorve tudo. A memória indulgente.

Associação Artistas de Plástico Manifesto

Onde há dor e vontade, há também manifesto. É ele que a seu tempo constrói a força da mudança, que liga todo o engenho e o põe em marcha. Devagarinho. Sou de poucas palavras. De poucas ilusões. Mas o sangue também ferve na guelra, e não me cabe a mim vir agora para aqui tirar conclusões. Atiro, sim, o que der e vier.

Dia dois

Silvo no ar, sem distâncias. Aqui e ali. Chamo-me Tina. Mas há quem me chame apenas A. Estou aqui e quero contar o que se passa. Estejam quietos, por favor.

Bom dia!

“Piece of Sheet”, assim mesmo, sem tradução para português, talvez um dia terá, mas não agora. Pedaço de folha? Sim, mas muito mais do que isso. Coisas implícitas. Coisas mal ditas. Coisas no fio da navalha. Atira-se ao ar e baralha-se de novo. Lê-se.

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